Manel é um homem de 65 anos que vive
atormentado com o seu passado. Do conforto de sua casa, é-nos contada em
flashbacks a história da sua solidão enquanto jovem.
Nervoso e agitado em cores e luz, mas ao
mesmo tempo isolado e retraído, pelo lirismo do discurso do velho Manel, a curta
desenvolve o carácter complexo do que é a fobia social.
Com uma banda-sonora que nos funde em
melancolias, a atmosfera experimental envolve-nos numa soturna paisagem lisboeta
marcada de saudade pendente